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A moda disco e psicodélica dos anos 70

A década de 70 foi uma das mais ricas na história da moda. Até hoje, a época serve como inspiração para os estilistas que acabam trazendo de volta algumas peças, como neste inverno de 2008 que o estilo vem à tona novamente.
O período foi de revolução e marcou um salto no comportamento dos jovens, na música e na liberação sexual da mulher. Foi a época do Festival de Woodstock, do movimento hippie, da onda disco, etc. A moda também deu um salto. Para os homens, deixou de ser formal e ganhou um toque colorido e psicodélico. Para as mulheres, passou a ser romântica e despojada: com cabelos desalinhados, curtíssimas ou saias longas com inspiração indiana, batas e estampas florais ou multicoloridas. Além disso, o unissex entra na moda com suas boca-de-sino e sapatos plataforma.
A moda glitter também emplacou nos anos 70: futurista, metálica e andrógina, personificada na figura do camaleão David Bowie. O "paz e amor" foi cedendo espaço à moda disco que aqui no Brasil atingiu seu ápice com a novela Dancin Days.

MODA
Esta é a moda que caracteriza os anos 70: hippies e românticos. Os revolucionários dos anos 60 começaram a se acalmar nos anos 70. O “hipismo” teve início em uma comunidade idealística que vivia em um distrito de San Francisco, se esquivando da convocação militar para lutar no Vietnã.
Originalmente concentrada em um estilo de vida ideal, sem guerras e competições de ego, o hippie acabou virando modismo. O estilo hippie teve uma exposição global em 1969 durante o festival de Woodstock, em Nova York, influenciando milhares de pessoas a adotar o visual.

Silhueta
Romântica, sonhadora e natural.

Gerações: Hippie & Beatnik

Geração Hippie
Os hippies eram parte do que se convencionou chamar movimento de contracultura dos anos 60, tendo uma relativa queda de popularidade nos anos 70. Adotavam um modo de vida comunitário ou estilo de vida nomade, negavam o nacionalismo e a Gerra do Vietnam, abraçavam aspectos de religiões como o budismo, hinduismo, e/ou as religiões das culturas nativas norte-americanas e estavam em desacordo com valores tradicionais da classe média americana.
Eles enxergavam o paternalismo governamental, as corporações industriais e os valores sociais tradicionais como parte de um "estabelecimento" único, e que não tinha legitimidade. Nos anos 60, muitos jovens passaram a contestar a sociedade e a pôr em causa os valores tradicionais. Esses movimentos de contestação iniciaram-se nos EUA. Os hippies defendiam o amor livre e a não-violência. PAZ E AMOR. Como grupo, os hippies tendem a usar cabelos e barbas mais compridos do que o considerado "elegante". Muitos consideravam os cabelos compridos uma ofensa, os achavam "anti-higiênicos" ou os caracterizavam com "atitudes de mulher".

Geração Beatnik
Geração Beat é um termo usado tanto para descrever um grupo de escritores americanos, que vieram a tornar-se conhecidos no final da década de 50 e no começo da década de 60, quanto ao fenômeno cultural que eles escreveram e inspiraram (posteriormente chamados beatniks, nome este que até hoje não se sabe de onde é sua origem, é considerado por muitos de ser um termo pejorativo/depreciativo). Os membros da Geração Beat, rapidamente desenvolveram um novo padrão de vida que celebravam a não-conformidade e a criatividade espontânea.
O adjetivo beat, do inglês, tinha as conotações de "cansado" ou "baixo e fora".

Década de 70

Um dos grandes temas desse inverno - anos 70
O estilo hippie domina a moda jovem, com batas indianas e calças boca-de-sino. Mas essa também é a época da discoteca, do brilho, do exagero. A meia arco-íris de lurex usada por Sônia Braga em Dancing Days vira febre entre as mulheres, que também aderem às sandálias plásticas. No final da década, o movimento punk ganha a Inglaterra e o mundo. Cabelos estilo moicano, muitas tachas, botas de cano alto e roupas pretas saem das ruas e já ocupam as vitrines.

A moda que identifica os anos 70

Estilo hippie
Jeans e calças militares usadas com enormes bocas de sino,

tachinhas, bordados e muitos brilhos
Camurças com franjas;
Estilo apache;
Estilo safári;
Colares de contas miçangas, bijuterias étnicas;
Saias e calças de cintura baixa com cintos largos ou de penduricalhos;
Estampas florais, Pucci e psicodélicos em quantidade;
Roupas artesanais, materiais naturais e tinturas caseiras;
Bolsas de crochê ou com franjas com alças a tiracolo;
Botas de camurça e sandálias de plataforma;
Saias longas, estampadas, estilo cigana;

muita interferência de brilhos e plumas nas roupas, se acentuando no final da década de 60 em uma forte inspiração dos anos 1930 em todas as formas de arte.